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domingo, 7 de junho de 2009

Multas de trânsito viram dor de cabeça. Parte 1

Bem, depois de um tempinho sem postar, aí vai uma reportagem que foi publicada em O Liberal, no dia 24 de maio de 2009 (domingo), na seção Atualidades/Cidades, página 12.
Este texto foi indicado pela minha querida mãe. Obrigado pela força. Te amo.

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INDÚSTRIA
Motorista recebe Infração em lugar que não existe e se queixa de agentes

O número 1.382 da travessa Benjamin Constant não existe. Mesmo assim, o ex-guarda de trânsito Antônio Reis foi multado pela Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), sob a justificativa de que teria estacionado seu veículo em frente a esse endereço. Falhas ou não, cerca de 150 recursos são solicitados junto ao órgão todos os dias, o que acaba se tornando um exercício de paciência para os usuários, que precisam esperar, pelo menos, seis meses para obter uma resposta final sobre o deferimento - ou não - dos recursos impetrados.
Os guardas de trânsito se tornaram, nos últimos anos, uma espécie de pedras no sapato de muitos motoristas, que garantem se sentir prejudicados com as ações de quem deveria orientar e não apenas multar ou coagir. “Parece até jargão. Mas os guardas de trânsito só ficam escondidos. Ninguém os vê. Eles ficam atrás de árvores, em esquinas, encostados emparedes depois de uma curva e, ao primeiro sinal de falta de atenção de um motorista, nem chegam a parar o carro. Só fazem puxar o bloquinho do bolso da calça para multar. Ouvi falar que eles fazem isso porque recebem uma comissão. Aí está justificado o porquê de tantas multas”, dispara o contador Álvaro Aguiar.
Álvaro conta que chegou a pagar no ano passado cerca de R$ 2 mil para licenciar o veículo dele. O valor, conta, se refere ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e onze infrações enviadas pela CTBel. “Foram onze multas. A maioria de avanço de sinal. Ou, seja, nem posso questionar nada, porque não adianta falar que não passei no local apontado pelos agentes. Só me restou pagar”, reclama o contador.
Mas Antônio Reis não deixou por menos. Recebeu a notificação de infração de que teria estacionado em local proibido e foi até o setor de multas da CTBel. Ele mesmo redigiu sua defesa e entrou com o recurso contra o órgão, a quem chama de “negligente”. “Quando recebi a notificação, não me conformei. Eu nem tenho o costume de ir à travessa Benjamin Constant, muito menos de ter estacionado por lá ou por alguma outra rua próxima. Fui procurar o tal endereço e vi que não existe. Como é que o guarda diz que eu estacionei em um local que não existe? É a prova de que tem algo errado”, critica.
Ele diz que a maioria dos motoristas que recebem notificações de infração e discordam do posicionamento do agente de trânsito não entram com recursos para brigar pelos seus direitos, o que, de certo modo, contribui para que a quantidade de multas cresça a cada dia. “As pessoas são multadas por nada. É claro que existem os infratores, mas, na maioria dos casos, vimos que há arrogância e negligência por parte dos guardas”, reclama.
O ex-agente lembra ter sido bastante cobrado pelos seus superiores no tempo em que
trabalhava como guarda. “Eu e meus colegas éramos muito cobrados para que ficássemos sempre a postos para que os condutores nos vissem. Ninguém ficava atrás de árvores ou encostado em muros, na sombra. Esse tipo de atitude é suspeita porque mostra outro lado: o da corrupção. Ou seja, quem é multado quer resolver seu problema. E, na maioria das vezes, se dirige ao guarda que o multou para tentar reverter a situação, que acaba se transformando em propina”, revela.
Departamento Municipal de Trânsito de Ananindeua (Demutran) também é alvo de críticas. A exemplo dos agentes da CTBel, muitos também utilizam o artifício de se esconder atrás de postes de iluminação para flagrar infrações. Segundo motoristas que trafegam na Cidade Nova, eles costumam fazer isso no final da Arterial 18, já quase próximo à entrada do conjunto Guajará, onde é comum ver grupos de guardas reunidos, no final da tarde, prontos para multar.

Um comentário:

  1. Essa situação do Conjunto Guajará eu já vi, e vou tirar uma foto pessoalmente quando eu tiver uma próxima oportunidade, só não tirei na primeira vez, por receio de ser abordado por ladrões, que não são os guardolinhas, mas sim os que nós já conhecemos bem na nossa cidade.

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