Barra de boas vindas e data

domingo, 8 de novembro de 2009

A Máfia do Guincho

Seria triste se não fosse cômico. Divirta-se!!!

Vídeo flagra máfia do guincho da CTBel em ação




Imagens feitas por um cinegrafista amador usando uma câmera de celular levantam suspeitas de que homens de uma empresa prestadora de serviços para a Companhia de Transportes de Belém (CTBel) estariam recebendo propina para liberar automóveis sujeitos a guincho.
As imagens, feitas da janela de um edifício na tarde da última quinta-feira (5), revelam com nitidez o momento em que um funcionário da empresa Guincar recebe dinheiro para liberar um carro que seria guinchado. O fato aconteceu por volta das 15h, na travessa Barão do Triunfo, entre Almirante Barroso e 25 de Setembro, no bairro do Marco, e também foi registrado pelas câmeras de segurança de um outro prédio.
O vídeo mostra em nove minutos o momento em que o dono de um carro que seria guinchados em função de estacionamento irregular conta um maço de notas de R$ 50,00 e entrega ao funcionário para liberar um Honda Civic preto, que já estava sobre o caminhão de guincho.
Nos primeiros minutos da gravação, é possível visualizar o motorista conversando com um homem de camisa azul-claro, portando um bloco de anotações. Ele está com uma roupa semelhante a de um guarda de trânsito.
Em seguida, o funcionário da empresa de auto-socorro (de uniforme azul-marinho) se aproxima dos dois e caminha em direção ao caminhão de guincho. Logo, observamos o motorista entregar as chaves do carro para o funcionário da empresa, escondendo atrás das costas um maço de dinheiro, que entrega nas mãos do funcionário após fazer a contagem das cédulas. O carro é liberado logo em seguida.

CTBEL
De acordo com informações do diretor de transporte da CTBel, coronel Joaquim Souza, o guincho é um serviço terceirizado feito por empresas prestadoras de serviço. Ele informou que a Companhia de Transportes dispõe de quatro empresas que desempenham essa função, escolhidas por meio de licitação. Todas atuam na Região Metropolitana de Belém.
À reportagem do DIÁRIO, o diretor de transportes explicou, por telefone, todo o procedimento realizado em caso de “guinchamento” de veículos. Após o recolhimento do carro, o motorista deve comparecer à CTBel portando os documentos do veículo, para comprovar a propriedade do mesmo. Lá, são verificadas as condições do carro – se há multas pendentes ou licenciamento atrasado – e em seguida é fornecido um boleto, com uma taxa que deve ser paga em casas lotéricas ou agências bancárias.
Feito isso, o “motorista infrator” retorna à Companhia com o comprovante de pagamento e o carro é imediatamente liberado. Segundo Joaquim, a taxa de guincho equivale a R$102,00 e este valor pode aumentar de acordo com o tamanho do veículo.
“A CTBel está realizando há três meses uma operação para eliminar os transtornos originados pelos estacionamentos irregulares e melhorar o nível de mobilidade de pessoas e veículos em vias públicas. Além das notificações, os carros estão sujeitos às medidas administrativas, que incluem a remoção por meio de guincho”, conta o diretor.
Segundo o coronel Joaquim, todo o procedimento deve ser acompanhado por um agente de trânsito da CTBel, já que a única responsabilidade da empresa terceirizada “é a de executar a remoção do veículo, enquanto que cabe ao agente de trânsito autuar o motorista e autorizar o guinchamento”. Ainda segundo o diretor, entre 20 e 25 carros são guinchados por dia, na Grande Belém. Na área onde o vídeo foi gravado não há placas de ‘Proibido Estacionar’.




TESTEMUNHAS
O empresário André Mendonça, 46, que fez as gravações com um telefone celular, demonstrou-se bastante indignado com a situação dos supostos agentes da CTBel. Em entrevista ao DIÁRIO, ele disse que o caso virou rotina desde setembro, naquele trecho. “Eles vêm pela parte da manhã e da tarde. Eu presenciei quando um agente da CTBel cobrou de uma motorista o valor de R$ 100,00 para que o carro dela fosse liberado”, declarou o empresário. Já na última quinta-feira ele resolveu registrar o crime com o celular.
Outra testemunha, Dorival Junior, também falou sobre essa situação. Ele diz que os agentes estão lucrando diariamente com os subornos que fazem aos motoristas que deixam os veículos próximos ao meio-fio. Já a moradora de um edifício, Bernadete Santos, disse que tem uma sobrinha que teve o carro rebocado pelos agentes. “Ela estacionou o carro e subiu rapidamente para falar comigo e quando voltou o carro dela já não estava no local”.

Terceirizada confirma que guinchadores trabalham com agentes da CTBel
O DIÁRIO entrou em contato com a administração da Guincar, alegando vínculo com o motorista infrator e, sem se identificar, foi informado de que “os operadores da empresa fazem o recolhimento do carro mediante acompanhamento de um agente da CTBel, sem que haja contato do funcionário da Guincar com o proprietário do veículo guinchado. Não existe emissão de nota para o motorista, ela é entregue diretamente à CTBel”.
Um funcionário informou que a empresa presta serviços para a Companhia de Transportes, atuando em toda a cidade, e atende também empresas particulares. Foi confirmado que os veículos de guincho que aparecem no vídeo, de placas NSG-0407 E NSG-0567, são de propriedade da referida empresa. Também foi confirmado que o uniforme usado pelos funcionários da Guincar é de cor azul-marinho, como aparece nas gravações.
________________________________
Clique aqui e veja a reportagem diretamente no site do Diário do Pará. Não se assuste se não acessar de primeira. O site deve ser ainda beta do beta e sai do ar de vez em quando, por isso que disponibilizei todo o conteúdo diretamente aqui no blog.

O melhor de tudo é que está na seção Polícia do site do Diário do Pará!

Ah, como eu adoro esses furos!!!!

Um comentário:

  1. Aproveito espaço para relatar a caótica situação que tenho sido submetida pela CTBEL e para requerer providencias:
    Solicito que este órgão reveja a eliminação das vagas de estacionamento na Avenida Doca, trecho entre Tiradentes e Boa Ventura da Silva, motivo da eliminação das mais de 30 vagas: Facilitar a saída e o transito do Shopping Boulevard. Se, as mesmas foram tiradas a pretexto de garantir o fluxo de transito. Qual a solução para os trabalhadores que há décadas deixavam seus veículos ali por trabalharem em instituições que já existiam antes do shopping? Infelizmente, a maioria das ações educativas e informativas desta lucrativa empresa quando da desativação das vagas foram voltadas pra um aspecto: o pedestre e o shopping, esquecendo dos condutores que ali trabalham, no meu caso há anos.
    CTBEL e seus agentes não teve o zelo de observar entre outras coisas que naquele perímetro funciona um órgão do Estado chamado SEPOF, que funciona de 8 as 17:00, uma enorme agencia do Itaú que das 10h as 16:00h, Itaú possui um estacionamento mínimo a 3R$ a hora ou fração, o que inviabiliza o nosso uso. O Lider que antes nos proibia e constrangia agora passou a cobrar valores que inviabilizam a utilização do estacionamento. Para onde ir Sr. Prefeito? Sr ouvidor? O que fazer? Continuar precarizando meu oraçmento com multas e guinchos? Expulsos das vagas nos deparamos com o fato de que o numero de vagas para taxi foi ampliada, hoje eles os taxistas “donos” da Doca ocupam: Frente d
    o Lider Doca, Calçada do Lider Doca, esquina da Boa Ventura tem uma enorme cooperativa. Será mesmo tão necessário um numero tão expresivo de vagas para taxis e nunhuma para os demais cidadãos. Até pra rodoviária e pro aeroporto tem a alternativa, pagar caro e estacionar, mas pra nós nada, só multar e guinchar...
    Resumindo eu de cidadã honesta, professora, mãe de três filhos que nunca havia cometido infração de transito me vejo freqüentemente humilhada por agentes da CTBEL, como no dia da multa AIT 1059483-7 que recebi em 15.01.2010 pelo agente 02532648 ou seria 0232698?.
    Em 25.02.2010, mais uma infração e guincho desta vez a multa é obscura, não bom senso sentido se o carro não impedia a passagem, não estava na calçada e sim estacionado antes da garagem do edifício que fica na esquina da Boa Ventura em frente ao ITAU, ora, entendo que depois do tracejado e antes da placa posso estacionar afinal todos os dias ali ficam vários veículos que tem a sorte de encontrar o espaço vazio, o agente além de multar-me guinchou o veículo. Chamado que foi pelo flanelinha que ali ganha dinheiro extorquindo os cidadãos que precisam usar carro pra trabalhar. E o deixam no Itaú.
    Nesta data, 25.02.2010 cansada e mais uma vez tendo o veículo multado e guinchado, dirigi-me a CTBEL para retirar o veículo, aproveito e entro na ouvidoria. Pra minha decepção o Sr. Quase dois metros de altura que só me atendeu depois de eu muito insistir com a atendente me sai com a seguinte perola: “Se tiraram as vagas e a srª tá vendo que não tem mais onde estacionar vá de ônibus ou a pé!” respondi que moro na Cidade Nova dou aulas em dois colégios, e trabalho na SEPOF, bem longe de onde moro. Ele insiste afirmando que: “moro em Icoaraci e venho de ônibus todo dia pra CTBEL e nunca morri”, num tom de deboche. É o que me mata é o desrepeito deste milionário órgão.
    Haja Deus!!, será letra morta, pois não valeria como recurso de multa, devolução do valor do guincho ou qualquer outra coisa que envolvesse dinheiro. E nem solução pelo visto... Fato que deixa nítida a visão arrecadativa e punitiva do órgão. Saí de lá aos prantos profundamente desencantada com o tratamento
    que os cidadãos que precisam de carro pra trabalhar, e de lugar pra estacionar recebem.... Pensem eleitores de Belém...

    ResponderExcluir

Seus comentários são bem vindos, mas, por favor, evite postar palavrões e demais palavras de baixo calão. Seja inteligente e direto. Grato.