Barra de boas vindas e data

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Os Riberinhos da Quintino

Não sei como esse povo desse trecho da travessa Quintino Bocaiúva vive. Eu nunca mais vi a maré baixar nessa parte da cidade. Mesmo com pouca chuva, o rio ainda persiste naquela via que, diga-se de passagem, é de suma importância para desafogar o trâsnsito da Mundurucus, Pariquis e Fernando Guilhon. Isso sem falar de ratos, mosquitos e afins, como resultado da enchente permanente.

Prefeito, ande mais pela nossa cidade. Volte a fazer obras agora. Não espere as eleições.

Esta foto tirei ontem(30/04/2010), no final do dia, quando tentei passar por lá e não tive coragem de seguir em frente.

Cid Pacheco via celular.




Exibir mapa ampliado

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Carro-Padaria

 
Depois do Carro-Vaso, eu vos apresento o Carro-Padaria: é um meio de transporte rudimentar cheio de massa! Neste caso, muito hostil.
Agora me diz como é que um "caboco" tem a coragem de sair numa coisa dessas! Se passar pela Fernando Guilhon depois de um "toró" daqueles, ele vai derreter!!!

A Turma do Didi

Segue um situação presenciada pelo nosso correspondente do bairro do Comércio, Júlio César Lourinho. Tirem suas conclusões.
Essas fotos fotos foram tiradas por mim no dia  13.04.2010 das 10:45 até as 11:30 na esquina da Prefeitura de Belém. Ali se encontrava um carrinho desses de vendedor ambulante com o pneu furado. O vendedor parou o carro lá mesmo e resolveu consertar o pneu furado longe do local, deixando o carrinho atrapalhando o trânsito em plena 16.
Um hora passou o diretor geral do Detran e pediu que agentes de trânsito dessem um jeito naquela situação...
Segue as fotos da palhaçada.
Abraços.
Julius Caesar
De repente, três Guardolinhas! 
Chegou a repressão...

Diretor da CTBEL e seu lacaio motorista...

Pneu furado...

Mais gente atrapalhando ajudando...


Agora pergunto: não tem mais nada para se fazer nesta cidade sobre o trânsito? Tudo bem que o indivíduo do carrinho estava errado, mas por um probleminha, que se resolveria com uma conversa e esclarecimento, não seria motivo para acionar metade das viaturas e guardolinhas da CTBel. A cidade tem coisas mais importantes para se resolver. 
Realmente é uma palhaçada sem graça, igual à Turma do Didi...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Japinha boa de manobra

Essa aí, como se percebe, não é paraense nem aqui nem no Japão!!! Só não quero passar na frente dela quando estiver com a habilitação nas mãos e um Mitsubishi...



____________________
Local da arte sobre rodas: em algum lugar do outro lado do mundo...
Clique aqui e saiba onde é o Japão.

Autoescolas, Detran e CTBel não se entendem


Para instrutor, o Detran não dá atenção para a educação e a CTBel virou uma 'fábrica de multas'. O instrutor e gerente de uma autoescola de Belém, Silvio Silva, ajuda no grupo do Pró-Dirigir e garante que há um desentendimento geral entre o Departamento de Trânsito do Pará (Detran), Companhia de Transportes de Belém (CTBel) e os centros de formação de condutores (CFC). Ele afirma que o Detran não dá a devida atenção, educação e orientação aos condutores e marginaliza autoescolas por conta dos esquemas de facilitação de carteiras de motorista, apesar de não coibir a prática dentro do próprio departamento. A CTBel foge do papel de orientadora e educadora enquanto se torna uma "fábrica de multas". Por fim, Silvio acredita que falta mais qualidade nas aulas das autoescolas, só que isso deve ser cobrado justamente da CTBel e do Detran. "Não há um consenso e nem parcerias entre estas instituições. Uma fica querendo apontar os erros da outra e empurrar responsabilidades. Não é assim. A única parceria entre CFCs e Detran é na hora de ‘acertar’ carteiras. É necessário parceria e cobrança ao mesmo tempo. A educação deve ser com material humano e didático. Não adianta só aplicar multa e só fazer campanha em períodos de férias e feriados prolongados. A orientação deve ser constante. Detran, CTBel e autoescolas precisam se entender" recomenda Silvio. Assim como o psicólogo João Bosco de Assis Rocha, Silvio reconhece que a formação de motoristas deixa a desejar. Parte da culpa é do aluno que sempre busca a autoescola mais barata, o que nem sempre garante que a formação terá qualidade. Por outro lado, os instrutores estão com conhecimentos e técnicas defasados por poucos cursos de capacitação e reciclagem. "Falta melhor preparação, com certeza. No ano passado o Detran determinou a carga horária teórica passaria de 30 horas teóricas para 45 e de 15 horas práticas para 20. Não adianta aumentar o número de horas-aula se não melhorar a qualidade do ensino", diz. O instrutor ressalta que a quantidade de aulas é relativa. O aluno sempre deve fazer o número de aulas que achar necessário para se sentir confiante. Alguns alunos aprendem em 10 aulas, enquanto outros não conseguem nem com 30.

Matéria do site ORM
Edição de 25/04/2010


Mais uma matéria enviada pelo nosso colaborador Renato Fernandes

A ocupação de calçadas por vendedores ambulantes

A ocupação de calçadas por vendedores ambulantes e por bares e restaurantes foram os principais alvos da ação realizada pela equipe do Sistema de Ordem Pública, na noite deste sábado, 24/04/2010 (um dia depois da nossa postagem - O direito de ir e vir), na Avenida Marquês de Herval. Em duas horas de operação, os agentes da PMB fizeram um 'Raio X' da via pública. Ao todo foram realizadas 20 notificações, entre estabelecimentos e ambulantes. A venda de comida na via pública foi proibida, conforme prevê a lei municipal nº 7862/97, que regulamenta o comércio informal na capital paraense. Os trabalhadores receberam um prazo de 24 horas para procurar a Secon e regularizar a sua situação. Na ação, os técnicos confirmaram que os proprietários dos estabelecimentos estão cumprindo a orientação feita pela equipe há cerca de dois meses no local, e não ocupam mais do que 2/3 da calçada com jogos de mesa. 'Eles também têm respeitado a Faixa Cidadã, ao deixar o espaço livre para a locomoção dos deficientes físicos', informa o técnico do Sistema, Celso Nascimento. Na próxima terça-feira (dia 27 - hoje), a equipe deve voltar a avenida para concluir o trabalho de desobstrução da via pública por parte construções irregulares, como defensas e jardineiras. A ação do Sistema de Ordem Pública na Marquês de Herval tem o objetivo de garantir que os moradores da área recebam a nova avenida, assim que as obras forem concluídas, já dentro dos padrões do Código de postura do Município. O Sistema de Ordem Pública começou a operar na cidade há cerca de 60 dias. Ele é formado por técnicos da Secon, Seurb, Semma, Sesan, CTBel, Guarda Municipal e Devisa (Sesma), que estarão orientando a população, comerciantes e trabalhadores informais sobre o cumprimento do Código de Postura do Município, em relação à ocupação e construção indevida de calçadas, degradação ao meio ambiente e estacionamento irregular.

Matéria enviada por email pelo nosso "enviado" Antonio Renato.
Publicada no site ORM

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ciclistas arriscam a vida em ciclovia inacabada na Augusto Montenegro


A ciclovia da rodovia Augusto Montenegro é uma obra que está parada há anos. A construção deveria beneficiar ciclistas que se arriscam enfrentando o tráfego perigoso da rodovia, onde muitos já morreram ao longo de anos. Apesar da importância, a obra está incompleta e abandonada. A proteção em ferro está corroída pelo ferrugem e inacabada em vários trechos. O corredor da ciclovia é feito de terra e está tomado por mato e lixo. Com a dificuldade de usar a ciclovia, ciclistas são obrigados a usar as ciclofaixas, que são estreitas - pouco mais de 50 centímetros -, sem proteção lateral e precariamente sinalizadas. Nos horários de pico, como no início da manhã e no final da tarde, a locomoção de bicicleta se torna muito mais arriscada. O representante de vendas Petrúcio Pereira da Mota, 28 anos, defende a ciclovia como uma necessidade. Nos cinco anos em que mora e trabalha na rodovia, ele revela que já passou por vários riscos ao andar de bicicleta, dependendo apenas da estreita ciclofaixa. Assim como ele, muitos ciclistas preferem passar pelo lado de fora da obra inacabada do que ter que enfrentar o lado de dentro. "A prefeitura começou essa ciclovia e não terminou. Faz muita falta para mim e para qualquer pessoa que ande de bicicleta pela Augusto Montenegro. O trânsito é muito ruim e perigoso, sendo que a faixa não ajuda nada, pois a sinalização é ruim. E nem tem como escapar dela. É ela ou o meio da pista. Atualmente a rodovia é um dos piores locais para o ciclista trafegar", opina. O aplicador de películas de carro Manoel da Silva Pinheiro, 18 anos, conta que passa de bicicleta pela rodovia Augusto Montenegro todos os dias para ir ao trabalho e garante que o risco é constante. "As ciclofaixas são muito apagadas e os carros passam em alta velocidade. Um amigo meu já se acidentou na faixa e além de quebrar a perna, ficou com a bicicleta toda quebrada. Os piores horários são de manhã cedo, 7h ou 8h, na hora do almoço, por volta de meio-dia e no final da tarde, a partir das 18h", relata. A Secretaria Municipal de Saneamento informa que, até agora, já foram realizados serviços de drenagem, ciclovia e calçada entre a rua da Marinha e a avenida Independência, em um trecho de aproximadamente três quilômetros da rodovia Augusto Montenegro, mas a secretaria ainda aguarda a liberação de recursos financeiros para a implantação de um novo projeto na rodovia. A Sesan também está corrigindo interferências detectadas durante a execução das obras. Essas interferências dizem respeito aos serviços de drenagem e das redes da Cosanpa, que está fazendo a implantação de novas redes de adutora de água potável, que beneficiará o município de Ananindeua, conforme projeto apresentado na secretaria.

Matéria enviada por email pelo nosso colaborador Renato Fernandes, do dia 21 de Abril de 2010, em O Liberal. Fonte: http://www.orm.com.br

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O direito de ir e vir


"Bem... a foto que mando dessa vez, foi de uma obstrução de 100% de calçada realizada por um novo "Pub". Os caras simplesmente tomaram conta de toda a calçada com mesas e cadeiras, assim me tirando completamente o direito de ir e vir. E como o acostamento também estava lotado de carros (inclusive com um deles estacionado na esquina, o que também não pode), tive que me arriscar em passar pela rua.
A foto não está lá essas coisas (Foto tirada no modo negativo do celular do Renato) por se tratar de uma captura noturna, mas dá para ver um pouco da safadeza. Mas este também não é o único, pois ali no mesmo perímetro na própria Almirante Wandenkolk, tem mais uns dois donos darua que praticam esse tipo de coisa".

_____________________
Local da "propriedade particular": Antônio Barreto com Almirante Wandenkolk.


Créditos da foto e do texto: Renato "Canoa" Fernandes.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lavagem de dinheiro ou extorsão!?



Não sei até que ponto os guardolinhas podem chegar. No meu domingão de lazer, presenciei esta beleza:
2 Guardolinhas batendo papo, um uniformizado, todo bonitinho com aqueles brilhos que ao bater a luz, enxergamos de longe e, outro fulano sem uniforme, mas com apito na boca, soltando multa pra todo lado, sem mágoas ou perdões algum.
O que ambos faziam ali (gerando lucros pro domingão), no domingo, às 8 da manhã?
Seria lavagem de dinheiro, inspirados naquela igreja ali ao lado (pequenas igrejas, grandes negócios)? Não sei.
Ou quem sabe a velha e constumeira extorsão...

Principal produto do Ver-o-Peso

Ônibus


Grande sacada do Xipaia.

domingo, 18 de abril de 2010

Onde o mundo se divide

Texto copiado do blog Opinião não se discute

Para mim, o mundo se divide na esquina da Tiradentes com a Quintino Bocaiúva. Ao menos, para os que usam a Tiradentes, em direção ao centro. Explico: o trânsito é forte e recebe carros da Antonio Barreto, bem como da Doca. É uma subida intensa, e desafia a habilidade dos motoristas em manter o carro embreado, mas parado. Quase chegando na tal esquina, uma faixa contínua avisa, segundo as Leis de Trânsito, que está proibida a ultrapassagem. Portanto, quem quiser dobrar à direita, para a Quintino, deve, bem antes, escolher o seu lado, bem como os que seguirão em frente. Mas aí é que está. Enquanto uma minoria, que seguirá em frente, obedece às instruções, a maioria, fiel à máxima de “sou brasileiro e tenho de levar vantagem em tudo”, aproveita-se e vem, lépida, esperta, alegre e saltitante, ultrapassando os “idiotas obedientes”, seguindo em frente, ganhando alguns metros, se tanto. Vale a pena se preocupar com isso? Bem, eu me preocupo. Infelizmente, para mim, vem de dentro uma espécie de espírito punitivo, talvez de outra encarnação em que posso ter sido um professor durão, um daqueles legionários que surrava escravos na nau onde estava Ben Hur, sei lá, pois vem de dentro, num crescendo, e preciso reagir. Acho que faço a minha parte.
Há motoristas de táxi, e me vem uma baba sagrada, por sabê-los interessados em qualquer nesga por onde possam levar vantagem. Há garotos em carros fantásticos, enormes, ansiosos para demonstrar sua ousadia e competência, em driblar os bobalhões, ali, na fila. Há estúpidos, sempre aborrecidos, que cometem o ato, meramente por grosseria. E mulheres com falso ar ingênuo, tentando levar vantagem. Eu gosto. Antevejo. Percebo sua chegada discreta, atabalhoada, dissimulada, agressiva. Vejo nisso, um quadro da nossa sociedade. Toda a má educação, a falta de cultura e civismo que nos assola, não interessa a marca e o ano do carro. Eles se aproximam, certos que no momento preciso, me cortarão a frente e ganharão os tais metros, saindo felizes, sorriso no rosto, pensando “mais um idiota para trás”. Só de pensar, me dá um arrepio. Eles vêm, com a certeza da impunidade. Não tem a ver com superioridade econômica, luta de classes, sei lá. É Cultura contra Barbárie, essa, mesmo, que se instala, lentamente nesta cidade de arranha céus desertos, mas com apartamentos vendidos, totalmente, ainda na planta. É preciso boa noção de espaço, domínio do carro e do tempo. Sangue frio. Dissimulação. Estamos lado a lado. Com um discreto olhar, de relance, percebo sua intenção, a respiração do carro, com seu pé no acelerador, a posição em diagonal para realizar a manobra. Percebo sua intenção. Permaneço estático, como um leso, mais um leso a ser enganado, vencido. Fico ali, inerte. É preciso manter mínima distância do carro à frente, mesmo que seja uma subida. É agora. Uma pequena aceleração e o bico do meu automóvel toma a frente, para susto do oponente. Ué, o que aconteceu? Pior, a partir daquela esquina, a Tiradentes fica mais estreita, exatamente para a esquerda, de onde vêm os obedientes “idiotas”. Assim, com o bico do carro à frente, resta ao então confiante e panaca do outro carro, a calçada, a não ser que freie, repentinamente, inesperadamente, um corte nas suas certezas, e aguarde a próxima nesga, para, ainda assim, fazer valer sua manobra irregular.
Minha mulher se irrita com meu ato, por mais que concorde ser um absurdo aquela esquina. Estamos juntos e vamos chegando ao ponto. Ela, no banco do carona, percebe o “adversário”. Sabe o que vou fazer. Reclama. Eu sei que ela me olha, mas estou ocupado, trabalhando. Digo para não torcer contra. Quero sua cumplicidade. Depois, é só olhar pelo retrovisor suas pragas, reclamações, como garotos apanhados em travessura. Alguns vêm atrás, ligam farol alto, querem vingar-se, mas a rua é estreita, não permitindo ultrapassagem e alguns metros adiante, a maioria cai em si e percebe que estava errada, deixando para lá. Também não é toda vez que venço a parada. Há alguns mais rápidos, sagazes, audaciosos ao ponto, último ponto, em que decido perder a parada a talvez, machucar meu carro. Fico irritado, mas alguns metros depois, já passou. Minha mulher não gosta, mas já me confessou ter feito a mesma coisa, estando ao volante, talvez, ela me disse, por estar na TPM. Não tenho TPM, nada assim, a não ser as irritações do dia a dia, mas para mim, o mundo se divide naquela esquina. É mais forte. Já vi outros “colegas” fazendo a mesma manobra. Que bom não estar sozinho nesta guerra. Alivia o peito. Amansa o tal “espírito punitivo”. Mas antes de tudo, é um pedido a cada um, para que retornemos à civilização e suas leis. No mais simples ato, como esse, na esquina da Tiradentes com a Quintino, está resumido todo o nosso problema. O mundo se divide ali. De que lado você está?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A avacalhação de cada um

O motorista que só pega a pista da direita na hora de virar à direita

O motoqueiro que dá o seu jeito de passar entre os carros

O ciclista que não gosta da ciclovia

O motorista de ônibus que para o veículo vinte metros após o ponto

O motorista da van que se esforça para copiar o padrão de atendimento do transporte público convencional

O pedestre que não gosta da faixa

O Carro-Vaso

Eu já tinha visto nascer plantas em vários lugares insólitos, mas é a primeira vez que vejo em um carro de passeio, mas exatamente em Fiesta Sedan.

O detalhe mais interessante é que fui lá conferir e arranquei a plantinha e vi que ela estava germinando lá mesmo. Ela não ficou engatada quando o carro passou por um matagal.

_____________
Local do canteiro: Estacionamento do Líder Doca

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Foi para o brejo



Na manhã seguinte ao show do derrubaExaltasamba, uma "vuca" de aborrecentes adolescentes empolgados e com tanque cheio de álcool etílico vem voltando da farra e deu no que deu: taí o resultado. Segundo desocupados populares que estavam no local, este carro estava sendo "pilotado" em alta velocidade, bateu na ciclovia e foi parar na caixa de birita no brejo.

Foto tirada no domingo, dia 11 de abril de 2010.

____________
Local do pasto: Rodovia Augusto Montenegro, próximo ao residencial Ulysses Passamão Guimarães.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Nosso teste de paciência diário

Manoel Barata, próximo à Doca

Postagem publicada também no Belenâmbulo

Tora no Palio



Irresponsabilidade total dos nossos "comandantes" que até hoje, deixam que essas coisas ainda aconteçam em nossa cidade. Fiquei imaginando como foi que esse pobre Palio aguentou essa tora? Mais uma cena imoral nas ruas de Belém. E se tivesse alguém dentro do carro? A resposta é sempre a mesma, ninguém iria se responsabilizar, a culpa seria da árvore que é muito velha, ficaria por isso mesmo, e as c...gadas continuariam fluindo livremente no trânsito caótico de Belém.
Parabéns SEURB!

__________________
Local da "torada": Mundurucus entre Castelo e 3 de Maio, dia 26 de março de 2010.

sábado, 10 de abril de 2010

Homicídio Doloso no Trânsito

Vejam esse artigo que recebi do prof. Damásio sobre homicídio doloso no trânsito.

Homicídio Doloso no Trânsito.

 

Marilena Vasconcelos

 

---------------------------------------


Homicídio Doloso no Trânsito

O legislador, quando permite e disciplina a fabricação e a condução de veículos motorizados, tem conhecimento da possibilidade de ocorrência de eventos danosos. Impõe, por isso, deveres de conduta aos motoristas.

Como determina o art. 1.º, § 2.º, do Código de Trânsito Brasileiro – CTB (Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997), “o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos [...]”. É necessário, contudo, nos termos de seu art. 28, que o condutor dirija o veículo com vistas à segurança coletiva, de modo a resguardar o nível de proteção da vida e da incolumidade física dos usuários das vias públicas.
O tráfego de veículos automotores, portanto, mesmo com obediência às normas regulamentares, traz um risco. É o chamado risco permitido, cujo comportamento causador não configura infração administrativa nem penal. A veiculação motorizada, entretanto, quando infringe as regras protetoras da segurança pública, conduz ao risco proibido, qualificando a direção como infração administrativa ou penal, ou ambas.

Nós, brasileiros, antes da entrada em vigor do CTB, estávamos, no tráfego de veículos, matando cerca de 40 mil pessoas por ano, somente cifradas as de morte instantânea; lesionadas, 400 mil. De 1998 em diante, passamos a assassinar, no trânsito, 30 mil pessoas por ano, lesionando 300 mil. Em muitos casos, as mortes e lesões corporais resultam da denominada condução anormal, como ocorre nos casos de ultrapassagens perigosas, “costurar o trânsito”, contramão de direção, rachas, passagem por sinal vermelho, zigue-zagues, velocidade excessiva, banguela, embriaguez ao volante etc.

Estou seguramente convencido
de que determinados crimes de homicídio cometidos no trânsito de veículos automotores são dolosos e não culposos.

Exemplos retirados do cotidiano:
1.º) Um motorista, ao retirar o veículo da garagem, de ré, não verifica a presença do próprio filho, de 2 anos de idade, brincando atrás do pesado caminhão, vindo a causar-lhe a morte.
2.º) Numa ladeira, um motorista se esquece de puxar o freio de estacionamento. O veículo se desloca e vem a matar um transeunte.
3.º) Um condutor, altas horas da madrugada, embriagado e dirigindo o veículo com excesso de velocidade (mais de 180 km/h ), perde a direção e causa atropelamento e morte de pessoas.
4.º) Um automóvel (ou uma motocicleta), num “racha”, dirigido com excessiva velocidade, atropela um assistente, matando-o.

Entendo que, em tese, os dois primeiros casos configuram homicídios culposos (art. 302 do CTB); os dois últimos, entretanto, certamente são, de acordo com a minha opinião, homicídios dolosos (art. 121 do CP). De acordo com o art. 18, I, parte final, do Código Penal (CP), aplicável aos delitos de homicídio no trânsito, age com dolo eventual o condutor que “assume o risco” de produzir a morte de eventual vítima. Significa que, sob a ótica da lei penal, o motorista prevê o resultado como possível e aceita ou consente em sua ocorrência. Não basta, pois, a simples representação da morte, isto é, que o “acidente” e a morte integrem a mente do condutor como possíveis. Exige-se que sejam alcançados pela vontade. Mas não de maneira reflexiva, expressa, sacramental, concreta, clara e atual, como acontece no dolo direto ou determinado (art. 18, I, primeira parte), no qual o agente quer o evento, e, sim, de maneira indireta, tolerando-o, anuindo à sua superveniência, desprezando-o, colocando-o em plano sem importância , consentindo em sua produção, sendo-lhe indiferente .

E como se manifesta, nos casos concretos, essa anuência à produção do resultado nos homicídios dolosos de trânsito??????

O consentimento que o tipo requer não é o manifestado formalmente, o imaginado explicitamente, o “meditado”, “pensado cuidadosamente”. Não se requer fórmula psíquica ostensiva, como se o condutor pensasse “consinto”, “conformo-me com a morte de qualquer terceiro”. Nenhuma justiça conseguiria condenar um motorista bêbado ou “rachador” por dolo eventual se exigisse confissão cabal de que psíquica e claramente consentiu no “acidente” e morte; que, durante décimos de segundos, em determinado momento anterior ao fato mortal, deteve-se para meditar sobre suas opções de direção, aderindo ao resultado. Jamais foi visto no banco dos réus motorista ébrio que confessasse ao Juiz: “Antes do choque, eu pensei que alguém poderia morrer, mas, mesmo assim, e bêbado como estava, continuei a dirigir”. Desde crianças, todos sabemos dos perigos que acompanham os “rachas” e os bêbados na direção de veículos nas ruas e estradas. Infelizmente, porém, há milhares de homicidas dolosos no trânsito, os quais nada respeitam e nos matam como se fôssemos moscas. Conduzem de várias formas anormais, como se dissessem: “Eu sei que isso é perigoso; tomo conhecimento, todos os dias, de que um acidente é possível, mas dane-se o mundo, pois vale mais a adrenalina; aconteça o que acontecer, quero viver perigosamente”. Trata-se de uma aceitação tácita, suficiente para integrar o tipo e levar o réu ao Tribunal do Júri.




por Damásio de Jesus
Revista Jus Vigilantibus,
Quinta-feira, 8 de abril de 2010


____________________________________
Colaboração de Marilena Vasconcelos via e-mail

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Os donos da rua III

Uma boa opção de estacionamento próximo ao Iguatemi.


Na pracinha entre Arcipreste Manoel Teodoro e Veiga Cabral


Veja também:
Os donos da rua
Os donos da rua II

Postagem publicada anteriormente no Belenâmbulo

23 multas em 40 minutos, um recorde "olímpico"

Agente da CTBel aplica 23 multas em 40 minutos


YÁSKARA CAVALCANTE
Da Redação
Edição de 06/04/2010

"O Código de Trânsito Brasileiro prevê em quase todos os seus capítulos, em especial o quarto, normas de educação para o trânsito com o objetivo de ajudar condutores a seguir as determinações do Sistema Nacional de Trânsito e, com isso, reduzir riscos no já caótico tráfego. As normas, entretanto, ditam ações, adoção de medidas e elaboração de regras para fazer com que motoristas ajudem a minimizar os problemas no trânsito. Mas, na prática, não é que se vê".

Ontem, um agente da Companhia de Trânsito do Município de Belém (CTBel) apitou exatas 57 vezes e aplicou 23 multas em apenas 40 minutos, mostrando que, se ele trabalhar por oito horas diárias, conforme determina a legislação, vai produzir 184 multas, o equivalente a R$ 9.788,80, se for levado em consideração o valor de uma infração leve, que é de R$ 53,20. E, se esse valor for multiplicado pelas horas tabalhadas no mês, o total que somente um agente de trânsito produz em multas chegaria a R$ 195.776. O agente de trânsito que a reportagem se refere estava ontem, entre 14h10 e 14h40, em frente à 'faixa cidadã' da avenida Duque de Caxias, entre as travessas Angustura e Barão do Triunfo, no bairro do Marco. Das 23 infrações que ele trânsito foi visto aplicando durante os 40 minutos que a equipe de reportagem esteve no local, nove foram para veículos que 'queimaram' a faixa cidadã. As faixas fazem parte de um projeto da prefeitura para obrigar motoristas a parar e 'permitir' que pedestres atravessem a avenida com segurança. Mas, desde que foram criadas, as faixas têm sido responsáveis por acidentes diários, já que nenhum projeto de educação a longo prazo foi executado.

***Ele justificou que sua função não é orientar, mas punir motoristas.

Fonte ORM

terça-feira, 6 de abril de 2010

Faça o que eu digo...

... mas não o que eu faço!

Autoescola Avenida, na Tiradentes, entre Quintino Bocaiuva e Rui Barbosa (garanto que tirei essa foto depois das 6 e antes das 22 horas)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Moto-taxistas da Região Metropolitana de Belém

Vou logo definindo esta imagem em 3 desculpas:

1° Desculpem pela imagem de péssima qualidade.
2° Eu estava no PAAR, próximo ao Icuí, bem pertinho do Guajará.
3° Estava chovendo e perto das 7 da noite.

Acabando de descer do Icoaraci - Cidade Nova, encontrei essa situação dos moto-taxistas invadindo o sinal vermelho (estes da foto, não foram os primeiros neste momento). Nem precisa falar muita coisa quando se menciona a palavra moto-táxi, não é? A falta de respeito deles no trânsito, vocês já conhecem, só preciso relatar aqui o desespero que é, tirar o celular do bolso para bater uma foto neste local e a essa hora, tem que ser estrategista, é uma missão impossível, só Tom Cruise e eu conseguimos, pois, se der "mole", adeus celular, o "dono" encontra.

___________________
Local do Grande Prêmio de Moto-GP de Ananindeua: Avenida Arterial 5B, esquina com a Rua SN 21.