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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Agora larga ou não larga os vícios ao volante?

Vi uma ótima matéria no site Jalopnik Brasil que achei muito interessante. É sobre os vícios que a maioria dos motoristas tem ao volante. Vícios esses que podem comprometer - e muito - a vida útil dos componentes do veículo, e passar a ser uma dor de cabeça quase eterna.

Então... porque não cortar o mal pela raiz, né?

Segue aí. Boa leitura e aprendizado.

@tonyferns13



Quando seus vícios afetam a saúde (do seu carro)

Por - Marcelo Marcondes - 20 ago, 2012 - 11:19
“Dirigir é um privilégio, não um direito” – essas palavras, costumam ser repetidas à exaustão em aulas de educação para o trânsito, em cursos de formação de condutores nos Estados Unidos. Não obstante o fato de serem proferidas a cada aula de maneira frequente pelos professores, elas estampam quase todas as páginas das mini-apostilas dadas aos alunos nos DMV (Department of Motor Vehicles – o equivalente ao nosso Detran) ao redor daquele país.

E, eu tendo a concordar em gênero, grau e número. Essa filosofia é parte de uma enorme discussão que culmina com o fato de que aqui temos motoristas muito menos educados (no sentido de ‘aptos a dirigir’) do que lá. Mas isso é discussão para outra hora, e talvez outro lugar.

O fato é que se mais gente encarasse o ato de dirigir como um privilégio, e não como um direito, vários maus hábitos aos volantes seriam evitados, tanto de comportamento quanto de direção. Não sou terapeuta nem pastor evangélico para ter a ambição de querer mudar os do primeiro tipo. Mas o segundo tipo de mau hábito merece a nossa atenção, porque muitas vezes eles acabam tornando-se vícios que – sem que percebamos – acabamos reproduzindo cada vez que decidimos levar o velho possante para uma volta.

Para abordá-los, elaboramos uma lista de seis vícios ao volante, e como eles podem ir minando pouco a pouco a saúde do seu carro:

Dirigir com o pé apoiado no pedal de embreagem


Os motoristas brasileiros que nunca dirigiram um carro manual não sofrem desse vício. Mas eles também são mais raros do que micos-leões dourados. Acho que, depois do cigarro, talvez seja um dos maiores vícios nas ruas brasileiras (e, com as atuais leis antitabagistas, esse quadro pode mudar).

Qual o problema com isso? Diminui mais da metade da vida útil do disco de embreagem.
 
Conduzir com o tanque na reserva
Você pensa: “Ah, a gasolina está na reserva, mas o marcador ainda está acusando um filetezinho…deve ter pelo menos 1 litro de gasolina no tanque!” e aí segue andando por aí, ou por preguiça, ou porque a fatura desse mês do seu cartão de crédito estourou e você quer esperar até ela cair ou simplesmente porque é um daqueles que só age quando um problema realmente o estapeia na cara. E, nesse caso, será um problema bem sério.

Qual o problema com isso? Além de poder ocasionar o entupimento dos bicos injetores (ou funcionamento falho do carburador em carros ainda dotados dessa peça), a falta de combustível é o maior inimigo da bomba de combustível, que fica imersa dentro do tanque em carros com injeção eletrônica ( o que equivale a dizer “praticamente todos”). Por isso mesmo, ela depende de uma quantidade mínima para poder funcionar corretamente, pois o próprio combustível arrefece e lubrifica a bomba. Na maioria dos veículos, essa quantidade é cerca de sete litros (varia conforme o modelo). Em média, quando está na reserva, há cinco litros de combustível no tanque, o bastante para garantir a vazão do sistema de alimentação, mas insuficiente para proteger a bomba.
 
Passar em lombadas com apenas duas rodas na diagonal

O sujeito está à 100 km/h na estrada e aí, subitamente, entra em perímetro urbano e – a poucos metros – encontra-se uma sequência de lombadas. Já na primeira, ele é obrigado a desacelerar para 50 km/h e – no intuito de manter a velocidade alta ou de proteger o cárter, ele freia o carro e vira bruscamente as rodas dianteiras na diagonal, com a certeza de ter realizado uma proeza digna dos verdadeiros àses do volante. Infelizmente para o nosso amiguinho imaginário, nada poderia estar mais longe da verdade.

Qual o problema com isso? Quando essa manobra é executada, há enorme risco de furar as coifas das juntas homocinéticas. Além disso, pode danificar as buchas da suspensão, amortecedores e rolamentos e provocar maior torção da carroceria, o que pode empenar a carroceria.
 
Dirigir com a mão apoiada na alavanca de câmbio

“Eu me declaro culpado!” É claro que alguns desses vícios acabam nos afligindo, afinal somos todos motoristas (e humanos!) E esse é um dos meus vícios, tenho de admitir. Meu histórico automobilístico inclui apenas um carro manual – há longínquos 13 anos – seguido por quatro sedãs japoneses automáticos. Todos eles possuíam aquele ótimo acessório de conforto: o apoio central para o braço direito do motorista. Então, esse ano, quando troquei de carro e peguei um pequeno compacto manual, me vi constantemente apoiando a mão na manopla do câmbio. E isso é prejudicial para o carro.

Qual o problema com isso?
A consequência, nem um pouco agradável, é um desgaste do trambulador e de seus terminais, além da diminuição da vida útil das engrenagens.
 
Conduzir o carro em ponto morto em longas descidas

A famosa “banguela” é um recurso muito usado por espertalhões que acham que vão economizar combustível dessa forma.

Qual o problema com isso? O que acontece, porém, é que ao invés de reduzir o consumo, o contrário é o que ocorre. Em veículos com injeção eletrônica, essa prática aumenta o consumo: como se sabe, os motores funcionam por meio da queima da mistura ar-combustíve, e o motor de aspiração natural promove a força que suga essa mistura através da pressão negativa do seu funcionamento. Uma vez que esse motor conectado ao câmbio, que por sua vez está ligado às rodas, estará ocorrendo um consumo de combustível, sempre que o carro está ligado e em movimento, esteja ele engrenado ou não. Além disso, a banguela sobrecarrega o sistema de freios, que não poderá contar com o freio-motor para auxiliar o carro a parar.
 
Falta de calibragem semanal dos pneus

É simples, é barato (na grande maioria das vezes, de graça) e fácil. Mas muita gente se esquece, não dá bola, ou só faz isso quando vai encarar centenas de quilômetros naquela longa viagem realizada uma vez por ano.

Qual o problema com isso? Pneus com desgaste irregular e desempenho prejudicado, além de um aumento no consumo.

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