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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Calçadas e ruas de Belém são cemitérios de carro velho

SUCATAS: Em algumas ruas de bairros como o Guamá, há de três a quatro veículos na calçada.


Veículos abandonados nas calçadas e nas ruas atrapalham pedestres e roubam vaga de estacionamento. Em Belém, é comum encontrar carros em péssimas condições, durante anos largados em área pública, sem providências pelos proprietários ou pela prefeitura. Em alguns pontos, o descaso facilita a ação de marginais, que usam os automóveis maiores para se esconder em casos de assaltos ou para usar drogas.

Na rua Augusto Corrêa, no Guamá, o estudante Nilson Pereira, 15 anos, aponta um ônibus avariado que virou ponto de encontro dos bandidos, após ter sido deixado quase em frente à casa da família dele, há cerca de três meses . "Em uma madrugada jogaram ele aí, todo destruído, em cima da calçada, e as pessoas são obrigadas a caminhar pela pista", reclama. Para piorar, alguns moradores jogam lixo na frente do ônibus, dificultando mais ainda o acesso à calçada. Mesmo sabendo do risco que o veículo abandonado representa à segurança dos moradores, Nilson admite que nunca procurou a Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub) para rebocar o ônibus e outros carros abandonados ao longo da via.

Na travessa Barão do Triunfo há cinco carros enfileirados em uma das pistas, apenas no trecho entre as avenidas Romulo Maiorana e Duque de Caxias. Apesar de impedirem a rotatividade do estacionamento no local, os moradores dizem que não se sentem incomodados. "Essa situação já ocorre há um ano, mas nunca chegaram a chamar alguém para levar", diz um morador, que preferiu não ser identificado.

Mitsu Kinoshita, 88, mora há mais de 40 anos na área e foi apontada como a proprietária de dois veículos estacionados, sem uso há mais de um ano. Segundo ela, o filho e o genro são os donos dos carros de modelo Opala e Logos, cujo destino ela não soube informar. 'Um seria vendido e o outro deve ir para a sucata, mas os vizinhos nunca pediram para retirá-los; então deixamos aí', conta. Na rua Silva Castro, também no Guamá, há vários automóveis abandonados. Em um único ponto há um Gol, um Opala e um Landau, com uma série de danos vísiveis. Pneus furados, bancos rasgados e vidros quebrados, os carros estão na calçada em frente a duas residências, entre os portões da garagem.

Um dos moradores relatou que os carros estão lá há mais de dois anos, deixados por algum dono de oficina mecânica. A assistente administrativa Fernanda Moraes, 30, passa pelo trecho diariamente e se diz incomodada com o descarte irregular, que já causou até atropelamentos. 'Eles simplesmente descartaram aí, próximo a uma escola, e adultos e crianças precisam andar pela pista, se arriscando', queixa-se.

A Amub esclareceu que o recolhimento só é feito mediante a reclamação dos moradores. O pedido pode ser feito pelo telefone da Ouvidoria, no número 3272-8742, e uma equipe de fiscalização é enviada ao local. Enquanto a sede da Amub não for transferida da avenida Bernardo Sayão para a Júlio César, não serão recolhidos os carros denunciados. Os proprietários serão notificados para que retirem do local, e caso não obedeçam, serão autuados e multados. Assim que o pátio de retenção estiver liberado, a equipe da Amub voltará a atuar com o guincho para retirada de veículos abandonados.

Fonte: O Liberal

2 comentários:

  1. A AMUB, de nome novo, continua incompetente como sempre. Ainda não chegou por lá o conceito de "poder de império" da Administração Pública? Nem de "poder de polícia"? Mesmo cientes do problema, ainda precisam de uma reclamação de moradores? E presumo que seja de algum morador do local específico onde o carro foi abandonado.
    Espero que, uma vez liberado o pátio de retenção, a AMUB recolha logo essas porcarias.

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    Respostas
    1. Onde é que eu assino?

      Obrigado pela sua colaboração.
      Abraço!

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