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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Por que pagamos mais caro no Brasil?


01/2013
Por Ricardo Amorim

A diferença de preços do Brasil com o resto do mundo é impressionante. Do restaurante aos eletrônicos, quase tudo é mais caro aqui.

Razões não faltam, começando pelos impostos. Uma das cargas tributárias mais elevadas do planeta, particularmente concentrada sobre consumo e produção, encarece tudo que é feito e comprado aqui.

Impostos não explicam todas as distorções. Também as margens de lucros são mais elevadas. A esquerda culpa a ganância dos empresários pelas gordas margens. A explicação está equivocada. Sim, empresários querem cobrar mais por seus produtos e serviços. Se você pudesse dobrar seu salário, não dobraria?

A pergunta é: por que conseguem cobrar mais aqui? Por que aceitamos pagar mais? Apesar dos avanços desde 1994, a distribuição de renda no Brasil ainda é das piores. Grande concentração gera uma valorização de status nas compras. Demarcam-se as diferenças através do consumo, mesmo que para isso tenha-se que pagar mais. Comprar determinado carro, celular ou iogurte “separa” seus consumidores das classes sociais “abaixo” deles.

A explicação mais importante, porém, não é esta. A baixa competição, a dificuldade de se fazer negócio e o risco mais elevado da atividade empresarial pesam mais.

Burocracia absurda, corrupção, carga tributária elevada, regime tributário complexo, infraestrutura ruim, mão de obra cara e despreparada dificultam a vida das empresas, aumentando o risco de seus investimentos. Com risco maior, empresários reduzem investimentos e, por consequência, a competição. Com menos competição, inclusive com importados – o Brasil é o país com menor taxa de importação de produtos e serviços no planeta – é possível subir preços e aumentar margens de lucro.

Nos últimos anos, as margens no país caíram. Em muitos setores, empresas não conseguiam repassar integralmente aumentos de custos de mão de obra e matéria primas aos preços porque uma competição crescente não permitiu.

A competição aumentou porque a crise no mundo desenvolvido estimulou as empresas a buscarem os grandes mercados emergentes. Somou-se a isso um forte crescimento do consumo no país impulsionado pelo aumento da renda e do crédito. Com mercado maior, cresceram os investimentos produtivos e a competição, reduzindo as margens de lucro. Até aí, ótimo.

Acontece que nos últimos trimestres, tal movimento se reverteu. Desvalorizar o Real encareceu importações, inclusive de máquinas e equipamentos, diminuindo a competição e reduzindo investimentos no país.

Além disso, ao atacar bancos e empresas de energia elétrica para reduzir rapidamente suas margens de lucro, o governo aumentou o risco dos negócios nesses e em outros setores, que temem medidas semelhantes. Com rentabilidade menor e riscos maiores, investimentos caíram, o que, através da redução da competição, vai aumentar margens de lucros e encarecer preços nos próximos anos. Em economia, às vezes os resultados são o inverso das intenções.

Antes de usar os bancos estatais para pressionar os demais a reduzirem juros – um objetivo louvável, buscado de forma ineficiente – a lucratividade média do setor bancário brasileiro era a segunda mais baixa das Américas, atrás apenas dos EUA, ao contrário do que supõe a maioria. Venezuela e Argentina, onde os governos mais “perseguem” bancos, eram os países com os bancos mais lucrativos.

Para reduzir margens e preços, o governo precisa eliminar a burocracia, simplificar a legislação, estimular a competição, evitar o protecionismo, reduzir impostos, inclusive sobre importados e incentivar investimentos. O benefício será dos consumidores.

Ricardo Amorim
Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Multa de trânsito deve ficar mais pesada

Multa para motoristas infratores pode ficar mais severa
Projeto pode aumentar a gravidade das punições até dez vezes
04/12/2013 - 14:25 - Brasil

O Senado concluiu hoje (4), com um turno suplementar, a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da proposta que endurece as punições de motoristas infratores. Na prática, o substitutivo do senador Magno Malta (PR-ES) a um Projeto de Lei 684/11, do senador Benedito de Lira (PP-AL) aumenta, em até dez vezes, as multas previstas para as infrações e, nos casos mais graves, também estabelece a suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Para motoristas reincidentes, as multas são dobradas.

Pelo texto aprovado, o condutor pode ser punido nos casos de embriaguês, omissão de socorro, violação da suspensão ou proibição de dirigir, participação em corrida ou competição não autorizada, condução de veículo sem habilitação, entrega da direção a pessoa que não esteja em condições de dirigir e tráfego em velocidade incompatível.

Atualmente, ao autuar os que cometem tais infrações, os agentes de trânsito apenas apreendem o veículo e registram o número da carteira de habilitação que, em seguida, é devolvida ao motorista, que passa a responder a um processo administrativo.

A partir da proposta aprovada hoje, o documento de habilitação dos reincidentes passará a ser recolhido pela autoridade de trânsito e suspenso cautelarmente mesmo antes da conclusão do processo administrativo de cassação da carteira. Os motoristas poderão recorrer.

O texto também aumenta de dois para três anos o prazo para o infrator requerer uma nova habilitação, depois da cassação. Nesse caso, o motorista terá que fazer todos os exames exigidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Caso não haja apresentação de recursos para a votação da matéria em plenário, a proposta segue diretamente para a Câmara dos Deputados.



Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bernal do Couto terá sentido único em duas direções

Bernal do Couto terá sentido único em duas direções distintas
Mudanças na via acontecem a partir da próxima quinta-feira (5). Entenda!
02/12/2013 - 20:35 - Belém

Os motoristas que trafegam pela Rua Bernal do Couto terão apenas três dias para se adaptar a novas mudanças na via. Alguns meses depois da Rua ter sentido único no trecho que vai da Generalíssimo Deodoro a Alcindo Cacela, uma nova mudança será implementada a partir da próxima quinta-feira (5).

De acordo com a SeMob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém), a Travessa Dom Romualdo de Seixas passará a dividir a Rua Bernal do Couto em dois sentidos únicos distintos: conversão à direita, em direção ao bairro da Pedreira, e conversão à esquerda rumo à avenida Visconde de Souza Franco. Com esta mudança, a Bernal do Couto não terá mais mão dupla em nenhum trecho.
 

A equipe de educação no trânsito da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB) começou na manhã desta segunda-feira (2), a divulgar as alterações junto aos moradores, pedestres e motoristas de passagem pela via, distribuindo informativo com mapa indicando a mudança e na coleta, nas casas e edifícios, de assinaturas dos moradores que vivem ao longo da via para que tomem ciência da mudança que afetará a rotina e a circulação de quem vive na área.

Conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a sinalização começou pela implantação da pintura horizontal, porém apenas a implantação de placas e semáforos, a chamada sinalização vertical, regulamentará a mudança. Mesmo com a sinalização no asfalto, somente a partir da quinta-feira, com a instalação completa das placas, é que a alteração passa a valer de fato. Por enquanto, os motoristas devem continuar seguindo a mão dupla na via, entre Doca e Generalissimo Deodoro, e sentido único na direção da Pedreira, entre as avenidas Generalíssimo Deodoro e Alcindo Cacela.

Ônibus - A alteração também vai mudar o itinerário da linha Sacramenta-Presidente Vargas que, até então, vinha pela avenida Visconde de Souza Franco até dobrar à direita na rua Bernal do Couto para seguir a destino. Agora a linha entrará na Diogo Móia, dobrará na Dom Romualdo de Seixas, onde terá acesso à Bernal do Couto à direita, no sentido da Pedreira, para seguir o itinerário de retorno ao bairro da Sacramenta.

Fonte: Portal ORM

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ônibus atropela senhora no Marex

Mais um fragrante do colaborador do blog, Wesley Castro, que se deparou hoje com uma situação nada agradável. Confira no seu comentário e nas suas fotos abaixo:
Mais uma vez presenciei um acidente entre um ônibus e um pedestre. Desta vez foi na esquina da Avenida Contorno Leste com Avenida Oeste, no bairro Marex, em Val-de-Cans
O assassino motorista do ônibus, com seu excesso de mal-educação confiança, fez uma curva sem sinalizar. Nem mesmo pensou em parar e acabou acertando uma senhora que atravessava a rua.
Até quando teremos que conviver com esses motoristas de ônibus que não respeitam as leis e nem mesmo a vida alheia?
É bem típico dos motoristas de ônibus de Belém fazerem curvas sem parar para ingressar outras vias.





Bem, fica o registro e indignação do Wesley.

Aproveitamos também para perguntar: até onde vão as responsabilidades dos motoristas, das empresas de transporte e da Prefeitura de Belém?

Digo isso porque os motoristas andam "quinem" um bando de loucos, correndo desesperadamente, como se estivessem participando de uma corrida, para chegar na hora. Isso tudo sem tocar no assunto vans (ai, ai, ai...)

Digo isso porque as empresas pressionam os funcionários, porque tem que cumprir o "circuito" no horário exato!

Digo isso porque prefeitos e mais prefeitos passaram pela "cadeira", alguns tentaram alguma coisinha aqui, outra ali, outros políticos emperravam, e a cidade está do jeito que está! Precisa desenhar?

Então, prezados, a culpa é de todo um sistema cavernoso e bagunçado:

  • Do motorista que precisa de um carradas de psicólogos e psiquiatras.
  • Das empresas de viação que precisam rever as metas dos motoristas (ou contratem mais).
  • Da prefeitura que até hoje não mostrou competência e soluções dignas para o trânsito de uma capital, que diz grande. Isso inclui-se o controle do transporte público, com micro-ônibus, vans e moto-táxis irregulares, irresponsáveis, sem instrução/capacitação, com veículos sucateados (muitos de outras cidades) e por aí vai, que contribuem para a bagunça geral.

Minha pouca fé fica no BRT, nos prolongamentos das  Independência, Perimetral e João Paulo II, que já estão em obras, diga-se de passagem, que, caso sejam concluídas, parabéns: vai ser um marco histórico para nossa atrasada capital e o atual prefeito já garante um voto nas próximas eleições.

- Ei, vai dar uma melhorada? Vai, mas mesmo assim, acho que não será suficiente. Belém tem muitos pontos críticos que passam longe desses corredores, como o centro da cidade. Posso preencher vários parágrafos aqui sobre este assunto, mas isso é asfalto para outras ruas. Aguarde.

Portanto, para quase concluir, dou uma dica aos nossos políticos birrentos: olhem para a marrenta vizinha Manaus (é, eles não gostam de nós, paraenses!). Lá quando um político de um partido ganha, o oponente não fica enchendo o saco do outro, como neto criado por avó, mas deixa ele trabalhar, pois está pensando no bem de todos os moradores. Afinal, residem na mesma cidade e querem vê-la bonita e trafegável decentemente. Precisa desenhar???

E para concluir de verdade, como diz-se em Direito: o bem comum se sobrepõe ao direito individual! Ao menos deveria...

Boa noite.

Trânsito Caótico de Belém
transitoblm@gmail.com

PS: Alguém nos avise, por favor, se a senhora que foi atropela está bem.